08 fevereiro, 2014

Tudo é perfeito exactamente como é, plenamente puro e imaculado. Todos os fenómenos surgem naturalmente nos seus modos e situações únicos e particulares, formando padrões em constante mudança cheios de sentido e significado, como participantes de uma imensa dança. Tudo é um símbolo, ainda que não haja qualquer diferença entre o símbolo e a verdade simbolizada. Sem qualquer esforço de prática de qualquer espécie, a libertação, a iluminação e a budeidade estão já totalmente presentes e aperfeiçoadas. Esta é a perfeição natural.

Dilgo Kyhentse Rinpoche, Pith Instructions on the Great Perfection

Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.

Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?
São viajantes do mesmo caminho.

Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.
Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.


Rabindranath Tagore

06 fevereiro, 2014

O Amor

O que é o amor? Podia perguntar-nos uma criança e perguntamos nós, perante um tema, que será sempre de uma grandeza superior, à nossa capacidade de o verbalizar.
Eu pergunto-me quase todos os dias o que é o amor. Se é a emoção que sinto ao olhar o céu e os jardins, se é a musica que me alimenta por dentro, se é o tempo que dedico ao que faço, se são os momentos em que sonho e imagino, se são também os momentos em que me zango e aqueles em que duvido, se há um amor verdadeiro.
O amor é como a seiva que corre nas plantas, o sangue que corre em nós, a água que corre na terra, é como o ar que respiramos, a brisa ou o vento.
O que contém tudo e surge de um nada. Está sempre presente, mesmo naquilo que chamamos ausência.
Lê-se, ouve-se, sente-se, toca-se e sabiamente rodeia-nos da sua invisibilidade.
Quando dizemos: Odeio-te, estamos simplesmente a dizer, queria amar-te, mas não sou capaz.
Quando dizemos: Estou triste, queremos dizer, sinto falta de alegria.
E quando dizemos: Estou zangado, queremos dizer preciso de ajuda.
O amor é um silêncio que se mascara de som.
Um som que se ouve mesmo sem silêncio.
É um estado que tem muitos estados.
É um sentimento que tem muitos sentires.
Sem amor, não há nada e com ele pode não haver tudo.
Tudo é pouco para o amor.
Sem medida capaz de o definir ele é, o que nos permite ser.
Eu pergunto todos os dias o que é o amor e todos os dias encontro uma resposta diferente...

natália porto



http://www.youtube.com/watch?v=w1yWp9hSzUA






"O meu nome é Natália Rodrigues Porto, nasci no século passado num lugar banhado pelo rio conhecido por Seixal. Desde cedo que gosto de alimentos, ..."

"A Natália pratica alimentação macrobiótica desde 1984, tendo trabalhado como cozinheira em vários centros, como o Amanhecer, Bem Me Quer em Almada e a Unimave.
Dá formação, na área da cosmética e culinária desde há mais de 10 anos, sendo esta última a sua principal atividade que executa em vários centros, escolas, infantários, casas particulares e outros eventos. É uma das principais professoras do IMP."
Para mim a Natália é mais que tudo isso. Poucas são as palavras para a descrever. A Natália é paixão, é intensidade, é vida na sua plenitude e compreensão. É um sorriso expontâneo mas profundo. É um amor á primeira vista. É uma pessoa integral e bonita... Foi sem duvida uma pessoa que me marcou e transformou muito, por ser quem é o por gostar de ser quem é. Para além disso as palavras e ensinamentos que nos deixam, que são parte dela e do que vive e sente. 


05 fevereiro, 2014

1.ª carta astral do Sr. Baldaya


Expomo-nos à consulta do Sr. Baldaya
Sem sabermos quem somos, um para o outro,
E correndo o risco que ele nos desvende.
Talvez sejamos acasos de instantes,
Pouco e nada de muito.

Somos simplesmente, aqui e agora
Sem nada para trás e para a frente.
Tu de cabelo solto, mãos grandes
E suaves, com o coração cheio,
E eu de camisola amarela.

Dedo aqui, conversa para ali e aos poucos
Partilhamos muito. De onde vens?
Pergunta atrás de resposta,
Neste jogo psicológico de ternura
para te ter um pouco mais.

Bebemos chá para que a conversa não arrefeça,
E em cada gole um pouco mais de nós.
Não necessitamos de açúcar
Para que a conversa fique doce
E nos possa viciar de curiosidade.

São cinco para a meia noite,
E tenho que ir! Gostei de ter ter por perto.
Terminámos a nossa carta astral por hoje,
Porque o amanhã, deixamos encarregue
Aos astros e ao Sr. Baldaya...

a.tereso



«O horóscopo revela, pouco mais ou menos, o que vida vê.»

Em 1934, Fernando Pessoa publicou o único livro de sua carreira, Mensagem, para enviar a um concurso de poesias sobre Portugal. O livro é totalmente simbólico e em sua própria introdução Pessoa pede que o interpretemos como símbolo. É fato público e notório que Fernando Pessoa era astrólogo. Seus escritos astrológicos mais antigos são de 1908, quando o poeta tinha 20 anos. Por toda sua vida ele se utilizou da Astrologia, chegando inclusive a fazer as cartas astrológicas de seus heterônimos e a escrever um tratado sobre o assunto, em 1916, sob o heterônimo de Raphael Baldaya.
Além disso, Pessoa foi templário, maçon, teosofista e outros. Em sua biblioteca, além dos grandes filósofos encontramos obras de Blavatsky, Leadbeater, Krishnamurti, Mabel Collins, Alan Leo, Manly Palmer Hall e Rudolf Steiner. Pessoa inclusive traduziu 'A Voz do Silêncio" e "Luz no Caminho". Tudo isso leva a crer que conhecia e trabalhava com astrologia transpessoal. A segunda parte de Mensagem, chamada Mar Portuguêz, é composta de doze poemas que têm uma notável relação com os 12 signos.

DO IN

KI é a energia que flui no Universo, manifestando-se em seus dois aspectos opostos e complementares (negativo e positivo) que são denominados de Yin e Yang.
Para um corpo saudável o KI deve fluir pelo nosso corpo através dos MERIDIANOS de forma harmoniosa. Quando o equilíbrio interno se desfaz o organismo fica debilitado destruindo assim sua imunidade.

O DO-IN é a técnica bastante simples de restabelecer o equilíbrio do KI (Yin e Yang), podendo ser aplicado pela própria pessoa ou uma outra pessoa desde que esteja em melhores condições físicas.



O DO-IN tem como herdeiros a acupuntura, o moxabustão e o shiatsu, que são considerados como técnicas para serem aplicadas em curas de moléstias crônicas.
Motivos para utilizar o Do-In.

1-Simplicidade: os únicos equipamentos necessários são os dedos das mãos (polegares preferencialmente mas não obrigatoriamente).
2-Facilidade: as técnicas e as teorias são extremamente fáceis, tanto para se aprender quanto para se aplicar.
3-Eficácia: na maioria das afecções o efeito é instantâneo e duradouro.
4-Ausência de efeitos colaterais.
5-Economia: dispensa o uso de medicamentos e diminui a duração da convalescência.
6-Versatilidade: devido à ausência de equipamentos sofisticados pode ser utilizada em quaisquer circunstâncias ambientais.


Consultar mais informações em:
http://www.massagemdoin.net/index.html




ou Livro - Do-In - Jacques de Langre

04 fevereiro, 2014

Calendário da alma

44ª Semana (2-8 Fevereiro) R’ 44 (9) (18,35) 

Captando novas impressões dos sentidos, 
A clareza da Alma, tendo presente 
O nascimento do Espírito, agora consumado, 
Preenche o confuso germinar do devir cósmico 
Com a vontade criadora do meu pensamento.

rudolf steiner
in http://luisfonsecacabreira.blogs.sapo.pt/265.html

03 fevereiro, 2014

"Morrer de Amor"

Morrer de amor 
ao pé da tua boca 

Desfalecer 
à pele 
do sorriso 

Sufocar 

de prazer
com o teu corpo

Trocar tudo por ti
se for preciso


Maria Teresa Horta, in “Destino”