procuro-te no meio dos papéis escritos
atirados para o fundo do armário de vidrinhos
comias uvas no meio da página
a seguir era como se fosse noite
havia olhares que se cruzavam corpos
deambulações pela praia
era noite e alguém se aproximava
eu estava passeando os dedos
pelas nódoas frescas do vinho sobre a mesa o caderno
onde de quando em quando rabiscava um rosto
e listas de nomes que não queria esquecer
paguei o pão o vinho o queijo
levantei-me
tu cortaste-me a fuga vagarosamente preparada
pediste-me um cigarro
na outra página estávamos rindo
estendidos no pobre embarcadouro de madeira
planeávamos atravessar a noite mágica do rio
a página seguinte está em branco
mas lembro-me que te agarrei a mão e disse:
todos os cigarros do mundo são para ti
al berto
11 fevereiro, 2014
10 fevereiro, 2014
Para se conseguir qualquer coisa, é preciso desistir do apego a ela.
Você não desiste da intenção e não desiste do desejo.
Abandona apenas o apego aos resultados.
No momento em que isso acontece, misturando, simultaneamente, intenção uni-direcionada com distanciamento, terá tudo o que deseja.
A fonte da riqueza, da abundância, de qualquer coisa no mundo físico é o Eu, é a consciência que sabe como satisfazer todas as necessidades.
Distanciamento é sinônimo de consciência rica porque ele oferece a liberdade para criar. Para viver esta experiência você tem de estar apoiado na sabedoria da incerteza.
A incerteza é terreno fértil para a criatividade e para a liberdade.
O desconhecido é o campo de todas as possibilidades, sempre aberto para a criação de novas manifestações.
Não é preciso ter uma ideia do que você vai estar fazendo nas próximas semanas, ou no ano que vem, porque se você já sabe o que vai acontecer e se apega a essa ideia, abre mão de toda gama de possibilidades.
Uma das características do campo de todas as possibilidades são as correlações infinitas. Esse campo consegue reger uma infinidade de eventos no tempo-espaço para conseguir os resultados pretendidos.
Deepak Chopra
Você não desiste da intenção e não desiste do desejo.
Abandona apenas o apego aos resultados.
No momento em que isso acontece, misturando, simultaneamente, intenção uni-direcionada com distanciamento, terá tudo o que deseja.
A fonte da riqueza, da abundância, de qualquer coisa no mundo físico é o Eu, é a consciência que sabe como satisfazer todas as necessidades.
Distanciamento é sinônimo de consciência rica porque ele oferece a liberdade para criar. Para viver esta experiência você tem de estar apoiado na sabedoria da incerteza.
A incerteza é terreno fértil para a criatividade e para a liberdade.
O desconhecido é o campo de todas as possibilidades, sempre aberto para a criação de novas manifestações.
Não é preciso ter uma ideia do que você vai estar fazendo nas próximas semanas, ou no ano que vem, porque se você já sabe o que vai acontecer e se apega a essa ideia, abre mão de toda gama de possibilidades.
Uma das características do campo de todas as possibilidades são as correlações infinitas. Esse campo consegue reger uma infinidade de eventos no tempo-espaço para conseguir os resultados pretendidos.
Deepak Chopra
09 fevereiro, 2014
O MEDO DA MUDANÇA
Toda a mudança gera medo, porque toda mudança o leva ao desconhecido, a um mundo estranho.
Se nada mudar e tudo permanecer estático, você nunca terá medo algum.
Isto significa que se tudo estiver morto, você não terá medo.
Por exemplo, você está sentado e existe uma rocha ao seu lado. Não há nenhum problema: você olha para a rocha e está tudo bem. De repente, a rocha começa a se mover; você fica assustado. Vivo!
Movimento gera medo; e se tudo estiver parado, não há nenhum medo. Eis porque pessoas, com medo de cair em situações temerosas, arranjam uma vida sem mudanças. Tudo permanece na mesma e a pessoa segue uma rotina morta, completamente esquecida de que a vida é um fluxo.
Ela permanece numa ilha própria onde nada muda.
A mesma sala, as mesmas fotografias, a mesma mobília, a mesma casa, os mesmos hábitos, as mesmas camas – tudo na mesma.
Entre isso, no meio dessa mesmice, a pessoa sente-se à vontade.
As pessoas vivem quase que em seus túmulos.
O que chama de uma vida conveniente e confortável não é nada senão um túmulo disfarçado.
Então, quando você começa a mudar, quando começa na jornada do espaço interior, quando se torna um astronauta do espaço interior, tudo está a mudar depressa, cada momento tremendo de medo.
Desse modo, mais e mais medo precisa ser enfrentado.
Deixe o medo estar lá. Pouco a pouco começará a desfrutar tanto das mudanças que estará preparado a qualquer custo.
Mudanças irão dar-lhe vitalidade. Mais vivacidade, alegria, energia.
Então você não será como um poço – fechado por todos os lados, estático.
Você se tornará como um rio correndo em direção ao desconhecido, em direção ao oceano onde desaparece.
Osho
Se nada mudar e tudo permanecer estático, você nunca terá medo algum.
Isto significa que se tudo estiver morto, você não terá medo.
Por exemplo, você está sentado e existe uma rocha ao seu lado. Não há nenhum problema: você olha para a rocha e está tudo bem. De repente, a rocha começa a se mover; você fica assustado. Vivo!
Movimento gera medo; e se tudo estiver parado, não há nenhum medo. Eis porque pessoas, com medo de cair em situações temerosas, arranjam uma vida sem mudanças. Tudo permanece na mesma e a pessoa segue uma rotina morta, completamente esquecida de que a vida é um fluxo.
Ela permanece numa ilha própria onde nada muda.
A mesma sala, as mesmas fotografias, a mesma mobília, a mesma casa, os mesmos hábitos, as mesmas camas – tudo na mesma.
Entre isso, no meio dessa mesmice, a pessoa sente-se à vontade.
As pessoas vivem quase que em seus túmulos.
O que chama de uma vida conveniente e confortável não é nada senão um túmulo disfarçado.
Então, quando você começa a mudar, quando começa na jornada do espaço interior, quando se torna um astronauta do espaço interior, tudo está a mudar depressa, cada momento tremendo de medo.
Desse modo, mais e mais medo precisa ser enfrentado.
Deixe o medo estar lá. Pouco a pouco começará a desfrutar tanto das mudanças que estará preparado a qualquer custo.
Mudanças irão dar-lhe vitalidade. Mais vivacidade, alegria, energia.
Então você não será como um poço – fechado por todos os lados, estático.
Você se tornará como um rio correndo em direção ao desconhecido, em direção ao oceano onde desaparece.
Osho
08 fevereiro, 2014
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.
Agostinho da Silva, "Cartas a um jovem filósofo"
"A única revolução definitiva é a de despojar-se cada um das propriedades que o limitam e acabarão por o destruir, propriedade de coisas, propriedade de gente, propriedade de si próprio."
George Agostinho Baptista da Silva, foi um filósofo, poeta e ensaísta português. O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano. Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade.
Posso dizer que é uma das minhas maiores referências do pensamento português, dando continuidade à teoria do V.º Império que eu acredito e que me move na sua inscrição.
Talvez
a dança nos permita Ser. Soltar movimentos, resignar-nos ao silêncio, eliminar
o supérfluo, sob domínio da alma. Vencer a timidez das palavras com os
movimentos, com a música dos sentidos. Sentir! Harmonizar a vida com ritmos
distintos. Ritmos sonoros com o eu corporal e integral. Viver instantes de
inocência e criatividade. Libertar. Partilhar. Momentos a sós e a dois. E num
todo. Ser, simplesmente, na envolvência de nós mesmos com o que somos. Viver num só ritmo, com um só bater de coração.
Partir de dentro para fora ao ritmo da música que ouvimos no movimento que
interpretamos. Talvez a dança seja, aquilo que tu te permitires ser...
a.tereso
(12-01-14)
O teu coração
sem querer dispara
sem querer dispara
força e
simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o
dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.
MENINA, Márcia
Tudo é perfeito exactamente como é, plenamente puro e imaculado. Todos os fenómenos surgem naturalmente nos seus modos e situações únicos e particulares, formando padrões em constante mudança cheios de sentido e significado, como participantes de uma imensa dança. Tudo é um símbolo, ainda que não haja qualquer diferença entre o símbolo e a verdade simbolizada. Sem qualquer esforço de prática de qualquer espécie, a libertação, a iluminação e a budeidade estão já totalmente presentes e aperfeiçoadas. Esta é a perfeição natural.
Dilgo Kyhentse Rinpoche, Pith Instructions on the Great Perfection
Dilgo Kyhentse Rinpoche, Pith Instructions on the Great Perfection
Não julgues...
Habitas num recanto mínimo desta terra.
Os teus olhos chegam
Até onde alcançam muito pouco...
Ao pouco que ouves
Acrescentas a tua própria voz.
Mantém o bem e o mal, o branco e o negro,
Cuidadosamente separados.
Em vão traças uma linha
Para estabelecer um limite.
Se houver uma melodia escondida no teu interior,
Desperta-a quando percorreres o caminho.
Na canção não há argumento,
Nem o apelo do trabalho...
A quem lhe agradar responderá,
A quem lhe agradar não ficará impassível.
Que importa que uns homens sejam bons
E outros não o sejam?São viajantes do mesmo caminho.
Não julgues,
Ah, o tempo voa
E toda a discussão é inútil.
Olha, as flores florescem à beira do bosque,
Trazendo uma mensagem do céu,
Porque é um amigo da terra;
Com as chuvas de Julho
A erva inunda a terra de verde,
e enche a sua taça até à borda.
Esquecendo a identidade,
Enche o teu coração de simples alegria.
Viajante,
Disperso ao longo do caminho,
O tesouro amontoa-se à medida que caminhas.
Rabindranath Tagore
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