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Venho da ilha dos vidros,
Da praia dos diamantes. Ando no mundo perdida Pelos teus olhos brilhantes. Pelos teus olhos brilhantes, Pelo teu rosto de prata. Ter amores não me custa, Deixá-los é que me mata. Os teus olhos é que são A causa de eu te querer bem, Que não me deixam tomar Amizade a mais ninguém. Os meus olhos de tão tristes Choram pedrinhas de sal. É para que saibas, amor, Que só me fazes é mal. Venho da ilha dos vidros, Da praia dos diamantes. Ando no mundo perdida Pelos teus olhos brilhantes. Pelos teus olhos brilhantes, Pelo teu rosto de prata. Ter amores não me custa, Deixá-los é que me mata. |
24 março, 2014
Ilha dos Vidros
21 março, 2014
à atemporalidade e ao tempo igual,
o amor não tem início nem final:
se nada andar nadar nem respirar
o amor serão o vento a terra e o mar
o amor não tem início nem final:
se nada andar nadar nem respirar
o amor serão o vento a terra e o mar
(amantes sofrem? cada divindade
lhes veste a pele com mortal vaidade:
amantes são felizes? seu querer
cria universos ao menor prazer)
lhes veste a pele com mortal vaidade:
amantes são felizes? seu querer
cria universos ao menor prazer)
amor é a voz por trás do que se cala,
esperança que o medo não cancela:
força tão forte que nem força abala:
verdade antes do sol e além da estrela
esperança que o medo não cancela:
força tão forte que nem força abala:
verdade antes do sol e além da estrela
– amantes amam? ora, o tolo e o esperto
que preguem céu e inferno, tudo certo
que preguem céu e inferno, tudo certo
e. e. cummings
Existem
Tantas posições no amor:
Cada curva em um galho,
De mil maneiras diferentes
Seus olhos podem abraçar-nos,
As formas infinitas sua
Mente pode desenhar,
A Orquestra de perfumes, Primavera
As correntes de luz entram em combustão
Como os lábios apaixonados,
A revolução da saia da existência
Cujas dobras contêm outros mundos.
A cada suspiro que cai contra
Seu inconcebível
Onipresente
Corpo."
(Hafiz)
Tantas posições no amor:
Cada curva em um galho,
De mil maneiras diferentes
Seus olhos podem abraçar-nos,
As formas infinitas sua
Mente pode desenhar,
A Orquestra de perfumes, Primavera
As correntes de luz entram em combustão
Como os lábios apaixonados,
A revolução da saia da existência
Cujas dobras contêm outros mundos.
A cada suspiro que cai contra
Seu inconcebível
Onipresente
Corpo."
(Hafiz)
20 março, 2014
18 março, 2014
Desfloras-me
desfloro-te
porque temos flores
um para o outro
o teu ritmo
em mim
sobre mim
tão novo
para mim
é muito antigo
é como o dos animais
ganho a minha virgindade
que te dou
e que não perco
sou sempre virgem
a minha dor
o meu sangue
são a tua dor
o teu sangue
Adília Lopes
Portugal 1960
in “Dobra – Poesia Reunida"
Assirio & Alvim
Construir em Vez de CombaterCreio que uma das atitudes fundamentais do homem humano deve ser a de reconhecer em si, numa falta de compreensão ou numa falta de acção, a origem das deficiências que nota no ambiente em que vive; só começamos, na verdade, a melhorar quando deixamos de nos queixar dos outros para nos queixarmos de nós, quando nos resolvemos a fornecer nós mesmos ao mundo o que nos parece faltar-lhe; numa palavra, quando passamos de uma atitude de pessimista censura a uma atitude de criação optimista, optimista não quanto ao estado presente, mas quanto aos resultados futuros. O mesmo terá já dado um grande passo para impedir os ataques, quando aceitar que só puderam existir porque a sua acção não foi o que deveria ter sido; quando se lembrar ainda de que toda a sua coragem se não deve empregar a combater, mas a construir.
Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'
Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'
17 março, 2014
O sentido da vida revelado no amor
O amor é o nosso verdadeiro destino. Não encontramos o sentido da vida sozinhos, e sim com outro. Não descobrimos o segredo de nossas vidas apenas por meio de estudo e de cálculo em nossas meditações isoladas. O sentido de nossa vida é um segredo que nos tem de ser revelado no amor, por aquele que amamos. E, se esse amor for irreal, o segredo não será encontrado, o sentido jamais se revelará, a mensagem jamais será decodificada. No melhor dos casos, receberemos uma mensagem embaralhada e parcial, que nos enganará e confundirá. Só seremos plenamente reais quando nos permitir-nos amar — seja uma pessoa humana ou Deus.
Love and Living, de Thomas Merton
Editado por Naomi Burton Stone e Patrick Hart, OCSO
(A Harvest/HBJ Book, Harcourt Brace Jovanovich, San Diego, New York, London), 1985. p. 27
No Brasil: Amor e Vida, (Martins Fontes Editora, São Paulo), 2004. p. 28
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