Tenho-te
por não te ter, e por cultivar a liberdade! Perante este mar, declaro-me
livre de sentimento e sentidos, e sem te ter, tenho-te a cada instante que te
observo e sinto. Tenho-te em cada calafrio e gemido, no enrolar sobre a areia,
no moldar do teu corpo pelas minhas mãos e lábios. Retiro do teu corpo, o
salgado com o doce dos meus beijos. Ai me perco, e me liberto do desejo que me
invade o corpo. A cada olhar uma nova liberdade, um abraço e uma fuga. Xiu!
Mergulho no alcance do horizonte que se funde ente o céu e o mar, e não sei
onde estou. O sol está forte, propício à miragem entre as dunas de areia que se
moldam ao ritmo do vento. Enraizamos na areia e o que nos aproxima é liberdade
de queremos mais um do outro. Deixamo-nos ir onde o mar nos leva... XIU!
a.tereso

