24 maio, 2016

"O que é o nosso corpo? A reunião de elementos que antes se encontravam na terra, na água, no ar, no fogo. Outrora, eles formavam a matéria de outros corpos que, com o tempo, se decompuseram. E, quando agora nós comemos frutos ou legumes, dizendo: «Isto é uma pera ou uma melancia, isto é uma alface ou uma abóbora…», isso é verdade. Mas, antes de existirem na forma e com as cores que nós estamos a ver com os nossos olhos, esses elementos pertenceram a muitas outras formas, animadas ou inanimadas, e com muitas outras cores!
Desde a origem do mundo, são sempre os mesmos elementos que entram na constituição dos minerais, dos vegetais, dos animais e dos humanos. Quando o tempo ou um acidente os desintegra, eles regressam às grandes oficinas da natureza, para aí serem transformados. Mas os elementos, em si mesmos, que os constituem permanecem eternamente novos, puros e inoxidáveis.
Pouco importa que todas as formas vivas fiquem gastas, apodreçam e se desfaçam em pó: a natureza utiliza de novo os mesmos elementos nos seus ateliês e volta a dá-los como alimento fresco a todos os seres vivos ou, então, usa-os para construir novos corpos para as criaturas.
É a natureza que nos ensina a lei da reciclagem. "

Omraam Mikhaël Aïvanhov

22 maio, 2016

SONETOS DE AMOR - XXVII

Nua és tão simples como uma de tuas mãos,
lisa, terrestre, mínima, redonda, transparente,
tens linhas de lua, caminhos de maçã,
nua és magra como o trigo nu.
Nua és azul como a noite em Cuba,
tens trepadeiras e estrelas no pêlo,
nua és enorme e amarela
como o verão numa igreja de ouro.
Nua és pequena como uma de tuas unhas,
curva, sutil, rosada até que nasça o dia
e te metes no subterrâneo do mundo
como num longo túnel de trajes e trabalhos:
tua claridade se apaga, se veste, se desfolha
e outra vez volta a ser uma mão nua.

PABLO NERUDA
In Cem Sonetos de Amor, 1959

18 maio, 2016

SEMEAR E PLANTAR COM A LUA – AGRICULTURA BIODINÂMICA

Semear e Trabalhar com a Lua é considerar as plantas como organismos vivos, e não como objetos inanimados.
Na produção de alimentos, a influência da lua sobre as plantas é conhecida pelos agricultores desde a antiguidade. É milenar o conhecimento que os chineses detêm, por exemplo, sobre o corte do bambu e madeira: a ser realizado entre lua minguante e a nova, quando o teor de seiva e humidade dentro dos troncos é menor. Usando este conhecimento é possível trabalhar com o ritmo da Natureza e usá-lo em beneficio da plantas.
A lua passa por quatro fases: minguante, nova, crescente e cheia. Cada fase dura sete dias.
Lua crescente
Fase em que a seiva é atraída para cima, para as folhas, favorecendo o crescimento da parte superior da planta.
Periodo favorável ao plantio de cereais, frutas e flores e colheita de verduras.
Boa época para se fazer enxertos e preparar o solo com compostos e cobertura vegetal (mulch).
Lua cheia
Colher plantas medicinais e frutos — os frutos estão mais suculentos devido a maior quantidade de seiva encontrada nos frutos. Plantio desaconselhado.
Lua minguante
Nesta fase a força da seiva diminui, indo para a parte inferior da planta.
Iniciar o plantio de plantas de raízes, como a beterraba, cenoura, cebola, batata… Colher as raízes e vagens pois a planta encontra-se com menos seiva o que facilita a cozedura. Colher o milho, abóbora e outros para armazenamento, porque resiste mais ao ataque do caruncho.
Boa época para podar.
Colher as sementes uns dias antes da Lua Nova.
Lua nova
Nesta fase a seiva atinge o seu pico máximo de retrocesso.As plantas têm baixa resistência às pragas. Plantio desaconselhado.
Do que precede tiramos as regras seguintes: que entre a lua minguante e a nova deve ser plantado tudo o que dá “abaixo do solo” (raízes, tubérculos, rizomas e bulbos comestíveis) e, que entre a lua crescente e a cheia, deve-se plantar tudo o que dá “acima do solo” (folhas, flores e frutos comestíveis).
A lua biodinâmica
Também a relação entre a lua e as constelações determina o que deveremos fazer no campo (e também em casa!).
Existe uma relação entre a posição em que a lua se encontra nas constelações e os órgãos das plantas que se encontram em maior actividade.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento fogo (carneiro, leão, sagitário) estamos num dia de fruto e por isso é o fruto da planta que está mais potencializado. É por isso altura para trabalhar as culturas que nos darão o fruto – as courgetes, os tomates, as abóboras,… É também nestes dias que deveremos fazer as podas para que possamos ter frutos vigorosos.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento terra (touro, virgem, capricórnio) estamos num dia raiz e por isso são as raízes que estão mais activas. Nestes dias devemos semear, transplantar e cuidar de vegetais de raiz ou tubérculos.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento água (caranguejo, escorpião, peixes) o dia é chamado de folha e por isso são os vegetais de folha a quem devemos dar particular atenção – couves, alface, salsa,…. Para a colheita deste tipo de vegetais é preferível, no entanto, escolher dias de fogo ou ar para que eles se conservem melhor.
Se a lua se encontrar numa constelação do elemento ar (gémeos, balança, aquário) deveremos tratar das plantas das quais estamos interessados em obter as flores como por exemplo a couve-flor, os bróculos e as flores em particular.
Há calendários que podem ser consultados online e que nos dizem em que tipo de dia estamos. http://www.the-gardeners-calendar.co.uk/

17 maio, 2016

Is this Love

I can't stop the feeling
I've been this way before
But with you I've found the key
To open any door
I can feel my love for you
Growing stronger day by day
And I can't wait too see you again
So I can hold you in my arms
(...)

15 maio, 2016

Magia com as mãos!
Para quem gosta de manifestações sensoriais em redor da terra e do centro da terra.

Onggi Master
Korean Potter

Uma Oração


Recuse-se a cair
Se não puder se recusar a cair,
Recuse-se a ficar no chão.
Se não puder se recusar a ficar no chão,
Eleve o coração aos céus
E, como um mendigo faminto,
Peça que o encham.
E ele será cheio.
Podem empurrá-lo para baixo,
Podem impedi-lo de se levantar.
Mas ninguém pode impedi-lo
De elevar o seu coração aos céus
Só você
É no meio da aflição
Que tantas coisas ficam claras
Quem diz que nada de bom
Resultou disso
Ainda não está escutando.


Clarissa Pinkola Estés, do livro
O Jardineiro que tinha Fé.

13 maio, 2016

“No Mahayana [tradição budista], o Amor e o afecto têm por base um Amor liberto e incondicional que não pede nada em troca. É uma dança mútua. Mesmo que durante a dança pisemos os dedos um do outro, isso não é visto como problemático ou como um insulto. Não temos que subir para o cimo do nosso cavalo ou ficar melindrados com o que acontece. Aprender a Amar, aprender a abrir, é das coisas mais difíceis que podemos fazer”


Chögyam Trungpa, Training the Mind and Cultivating Loving-Kindness