14 janeiro, 2017

VIVER É ARRISCAR-SE

Rir é arriscar-se
a parecer doido...
Chorar é arriscar-se
a parecer sentimental.
Estender a mão é arriscar-se
a se comprometer.
Mostrar os seus sentimentos
é arriscar-se a se expor.
Dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos, é arriscar-se a ser rejeitado.
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor.
Viver é arriscar-se a morrer.
Esperar é arriscar-se a se desesperar.
Tentar é arriscar-se a falhar...
Mas devemos nos arriscar!
O maior perigo na vida está
em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada...
Não faz nada...
Não tem nada...

Rudyard Kipling
Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
Miguel Torga

12 janeiro, 2017

O pensamento é a base de tudo!

O pensamento é a base de tudo. É importante ficar de olhos abertos para cada um de nossos pensamentos. Sem a compreensão correta de uma situação ou de uma pessoa, nossos pensamentos podem desvirtuar-se e criar confusão, desespero, raiva ou ódio.

A nossa tarefa mais importante é desenvolver uma visão correta. Se observarmos profundamente a natureza da inter-existência, de que todas as coisas "intersão", vamos parar de acusar, discutir e matar, e nos tornaremos amigos de todos.

Para praticar a não-violência devemos em primeiro lugar aprender modos de lidar pacificamente connosco mesmos. Se criarmos uma harmonia verdadeira dentro de nós mesmos, saberemos como lidar com a família, os amigos e os companheiros.

Thich Nhat Hanh
A solidão não é uma ausência de energia ou de ação, como acreditam algumas pessoas, mas é, sim, um tesouro de provisões selvagens a nós transmitidas a partir da alma. Nos tempos antigos, a solidão voluntária era tanto paliativa quanto preventiva.

Ela era usada para curar a fadiga e para evitar o cansaço. Ela era também usada como um oráculo, como um meio de se escutar o self interior a fim de procurar conselhos e orientação que, de outra forma, seriam impossíveis de ouvir no burburinho do dia-a-dia.
As mulheres dos tempos antigos, assim como as mulheres aborígines modernas, reservavam um local sagrado para essa indagação e comunhão.


Tradicionalmente, diz-se que esse lugar era reservado para a menstruação, pois durante esse período a mulher está muito mais próxima do autoconhecimento do que o normal. A membrana que separa a mente consciente da inconsciente fica, então, consideravelmente mais fina. Sentimentos, recordações e sensações que normalmente são impedidos de atingir a consciência chegam ao conhecimento sem nenhuma resistência. Quando a mulher procura a solidão durante esse período, ela tem mais material a examinar.

CLARISSA PINKOLA ESTÈS
in MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS
Não tens cheiro, nem nome
nem me dás sossego
na noite imensa de olhos abertos
suspiro sobre teu corpo de estrela...
e me pergunto existes?

Ivana Pascoal

10 janeiro, 2017

Viagens em Viagem de um Ser pequeno!
Diário de bordo para nova viagem, onde o instantâneo perde expressão e ganha tempo o "eu" em nós, natureza que nos complementa. Que o presente se inscreva e predomine no instante em que a vida acontece. O amor, a simplicidade, o Ser que somos é para além da irrealidade. Serei voluntário deste modus vivendi que a brisa escolheu para onde me levar.
Será hoje, no sonho que iniciarei uma nova viagem. Uma realidade presente, oblíqua e de significado táctil. Sinto que parto com sentido e sem olhar para trás. Irei para onde me leva o respirar, para uma realidade palpável e consciente. Que saiba ser simples e dedicado a cada obstáculo e oportunidade, para crescer e pequenizar este ego que ainda me faz frágil e medroso. 
Que o sensorial, aos poucos torne este ser mecânico mais humano e integrante nesta Natureza. Que possa simplesmente ser, em consciência e verdade, com a leveza com que as flores brotam no campo...

“Quando o Amor nos habita, tudo se torna sagrado. Não há "Terra Santa", há uma forma de caminhar sobre a Terra. É a nossa forma de caminhar sobre a Terra que a torna sagrada. É a nossa forma de habitar a nossa Casa que faz dela um templo. É a nossa maneira de Amar no nosso leito que faz dele um lugar sagrado”.

Jean-Yves Leloup, 
Uma arte de amar para os nossos tempos