DANÇA
Não percas o momento! Vai... Vêm...
https://www.youtube.com/watch?v=8fSBWjrPRQo
18 janeiro, 2017
Gosto do céu porque não creio que ele seja infinito.
Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?
Não creio no infinito, não creio na eternidade.
Creio que o espaço começa algures e algures acaba
E que longe e atrás disso há absolutamente nada.
Creio que o tempo tem um princípio e terá um fim,
E que antes e depois disso não havia tempo.
Porque há-de ser isto falso? Falso é falar de infinitos
Como se soubessemos o que são de os podermos entender.
Não: tudo é uma quantidade de cousas.
Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.
Que pode ter comigo o que não começa nem acaba?
Não creio no infinito, não creio na eternidade.
Creio que o espaço começa algures e algures acaba
E que longe e atrás disso há absolutamente nada.
Creio que o tempo tem um princípio e terá um fim,
E que antes e depois disso não havia tempo.
Porque há-de ser isto falso? Falso é falar de infinitos
Como se soubessemos o que são de os podermos entender.
Não: tudo é uma quantidade de cousas.
Tudo é definido, tudo é limitado, tudo é cousas.
Alberto Caeiro
17 janeiro, 2017
You Are Me
You are me and I am you.
It is obvious that we are inter-are.
You cultivate the flower in
yourself so that I will be beautiful.
I transform the garbage in myself so
that you do not have to suffer.
I support you you support me.
I am here to bring you peace
you are here to bring me joy.
It is obvious that we are inter-are.
You cultivate the flower in
yourself so that I will be beautiful.
I transform the garbage in myself so
that you do not have to suffer.
I support you you support me.
I am here to bring you peace
you are here to bring me joy.
- Thich Naht Hahn
Desafio maior que o pensamento – HUMANIDADE
Pela fuga dos nossos dias, o encontro num espaço, uma crença que a vida se propaga para além do tempo e lugar. Uma escola livre de afetos, uma verdade como ausente, consciente e crente na importância da educação pelas formas artísticas, pela liberdade e coisas simples. Entre danças, partilhas e sonoridades interiores, chamas que nos trazem ao presente, ao real, ao que somos e queremos ser, quando de mãos dadas nos aproximamos uns dos outros e nos sentimos. Fogo que lavra corpos e afugenta sonhos, almas maiores que o pensamento, resilientes, crentes que a humanidade, a unidade faz um todo, pelo todo.
Força! Um desafio que extravasa as nossas vidas, circunstâncias que nos proporcionam engrandecer em novos conceitos e valores. Solidariedade, desespero, (...), palavras são muitas para o que não se consegue descrever. Abraço aqui e agora, pelas causas da vida, pela união que faz a força, para que o que se viveu se perpetue para o dia a dia, entre diferenças, numa humanidade aberta e presente. Ficam sorrisos, partilhas, lágrimas, momentos de pesar e vivências que se transpõem para os nossos dias e que fazem acreditar que sobre as cinzas, à um renascer de uma humanidade em forma de pomba.
a.tereso
(P.s. - uma pequenez após a tragédia no parque de estacionamento do Andanças 2016)
A nossa casa
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho…que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Num país de ilusão que nunca vi…
E que eu moro - tão bom - dentro de ti
E tu ó meu Amor, dentro de mim…
E que eu moro - tão bom - dentro de ti
E tu ó meu Amor, dentro de mim…
Florbela Espanca - Sonetos
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