Lismore,
a ilha dos sonhos
Faz
hoje precisamente 3 semanas que desembarquei em Lismore. Pequena
ilha, dentro da ilha que pertence à Escócia. Pelo caminho tive que
fazer as montanhas e tive a sorte de ter nevado nos dias anteriores.
Foi uma viagem mágica onde praticamente só se via montanha,
paisagem e uma pequena estrada que nunca se sabia se ia continuar.
Para isso também ajudou o nevoeiro.
Este
projeto surgiu do nada, após conversa com o Jeremy (na KRISHNA ECO
FARM) por casualidade, pois ele foi lá um único dia e nesse dia
fomos ajuda-lo a limpar um terreno que ele lá tinha perto. No final
falei-lhe dos meios interesses e intuitos e ele passou-me o contacto
do Yorick seu amigo.
Contactei
o Yorick e Sarah, disse-lhes que tinha muito interesse em conhecer o
seu projeto e ajuda-los na construção da sua eco casa e eles lá me
aceitaram.
Após
aquela viagem mística, chegar e ver um pequeno barco de transporte e
uma pequena ilha rodeada de montanhas brancas permitiu respirar fundo
e sentir que este seria um bom encontro.
E
assim tem sido. Lismore é pequeninha mas acolhedora e em cada
recorte temos sempre ovelhas a dar-nos as boas vindas. Apesar do
vento que por vezes se faz sentir, tem um céu magnífico e um
enquadramento paisagístico muito bonito.
Relativamente
ao projeto, pela primeira vez estou num projeto que me identifico,
com uma alimentação mais cuidada e equilibrada, apesar de se
fazerem sentir os verdes. Mas toda esta permanência, tem-me feito
pensar na dureza dos anteriores anciões destes lugares, sujeitos à
dança do tempo, da chuva e do frio, com a dureza que isso trás para
as culturas de subsistência.
Os
primeiros dias são sempre de observação e conhecimento, mas até
nisso aqui foi mais fácil. O Yorick e a Sarah desde cedo ajudaram
com o inglês, com a musica, com a simpatia que os caracteriza e isso
tem ajudado.
Apesar
de uma dor no joelho, que se iniciou em Edinburgh e que só agora
começa a atenuar, tenho dado bonitos passeios e desfrutado da ilha.
Tive a sorte num destes fins de semana ter havido uma festa
comunitária com Ceilidh,
tendo
sido muito elogiado pelos dotes de dançarino pelas locais.
Relativamente
à casa, nos primeiros dias construí uma parede em alvenaria de
pedra e cimento. Fez-me confusão na altura a utilização do
cimento, mas é o que mais perto por aqui há, tornando-se o mais
económico e a sua utilização foi mínima. Após esta primeira
tarefa e algumas conversações sobre eco construção, convenci que
seria uma boa ajuda nas paredes em fardos de palha, sobretudo por
grande conhecimentos de revestimentos tradicionais em cal.
E
é aqui que fico para já e deixo para um próximo post mais
histórias. Ainda não tenho data para ir, mas acredito que nos
próximos dias tome essa decisão. Pretendo só concluir alguns
objetivos no trabalho que iniciei para seguir caminho para a próxima
aventura...
a.tereso



