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10 outubro, 2017

Oito pontos para um encontro e diálogo inter-religioso
mais plenos e para uma cidadania mais esclarecida e activa

O mundo, como expressa o título do livro de Fritjof Capra, chegou a um Ponto de Mutação. A mudança profunda do paradigma globalizado que tem presidido ao nosso pensamento e comportamento, a nível pessoal e institucional, já não é hoje somente uma possibilidade que dependa das nossas opções. A mudança está aí como uma necessidade decorrente do esgotamento e da crise desse mesmo paradigma, que a nível mundial mostra resultados cada vez mais contraditórios das aspirações com que foi implementado e da sua sustentabilidade sócio-económica e ecológica a curto prazo. Com efeito, vivemos hoje a desilusão, muitas vezes brutal, do projecto civilizacional técnico-científico, industrial e antropocêntrico da modernidade europeia-ocidental, desde há escassos três séculos (lapso de tempo irrisório na imemorial história do universo, da Terra e da humanidade) movido pela promessa e expectativa de progresso ilimitado no acesso da humanidade à felicidade, à abundância material e à liberdade mediante o domínio e instrumentalização da natureza e dos seres vivos, a exploração desenfreada dos seus recursos, a produção e consumo ilimitados e a transformação das condições sociais e materiais de existência por via política e económica visando emancipar uma espécie, a humana, da natureza, do sofrimento e dos limites inerentes à comum condição mortal de todos os viventes. Somos hoje cada vez mais confrontados, como escreveu Erich Fromm, com o “fracasso” e o “fim” da “ilusão” desse novo mito e dessa nova religião que suscitou o entusiasmo e a fé cega de legiões de crentes e descrentes em todo o mundo capitalista e socialista, a da “Grande Promessa de Progresso Ilimitado”1. A crise e frustração geral da expectativa de um Paraíso terreno científico-tecnológico e político-económico, pouco após o seu aparecimento, converteu este sonho cor-de-rosa no negro pesadelo do sofrimento da guerra, fome e pobreza, do fosso entre pobres e ricos e entre Norte e Sul, da crise económico-financeira, da destruição da biodiversidade e da diversidade cultural, do sofrimento dos animais na indústria alimentar, da poluição do ar, da água e dos solos, das mutações climáticas, do esgotamento dos combustíveis fósseis, de desastres ecológicos sem precedentes e do risco de colapso ecológico-social. Tudo isto agravado pelo crescente mal-estar existencial e espiritual numa civilização que reprime e encerra o melhor dos seres humanos numa “normose” colectiva de “cadáveres adiados que procriam” (Fernando Pessoa), mas que cada vez mais constata que a felicidade que procura não reside no progresso nem na riqueza materiais, no prazer fugaz, na fama ou no poder, embora permaneça ainda globalmente incerta e céptica quanto a uma orientação alternativa para encontrar um sentido para uma vida que parece não o ter para largos sectores da população, onde dramaticamente se destacam muitos dos mais jovens, mergulhados, por não terem nos pais exemplos nem educadores, nas distracções hedonistas mais fúteis, na indiferença, no niilismo e na dependência, seja de psicotrópicos, álcool, emoções obscuras ou revolta estéril sem horizontes de criação e de sentido.
(...)

Paulo Borges

05 julho, 2017

"Hoje nos encontramos numa fase nova na humanidade. Todos estamos regressando à Casa Comum, à Terra: os povos, as sociedades, as culturas e as religiões. Todos trocamos experiências e valores. Todos nos enriquecemos e nos completamos mutuamente. (...)
(...) Vamos rir, chorar e aprender. Aprender especialmente como casar Céu e Terra, vale dizer, como combinar o cotidiano com o surpreendente, a imanência opaca dos dias com a transcendência radiosa do espírito, a vida na plena liberdade com a morte simbolizada como um unir-se com os ancestrais, a felicidade discreta nesse mundo com a grande promessa na eternidade. E, ao final, teremos descoberto mil razões para viver mais e melhor, todos juntos, como uma grande família, na mesma Aldeia Comum, generosa e bela, o planeta Terra."
Casamento entre o céu e a terra. 

Leonardo Boff

15 junho, 2017


o sonho…


saber nutrir
mais de que uma prática diária
yoga é uma disciplina para o dia a dia
é também a forma como nos nutrimos, como respiramos e como estamos
é a relação connosco próprios e com os outros
apenas ser
ashtanga yoga sintra nasce do sonho de nutrir
trazer este conhecimento e arte milenar
torná-lo claro e acessível a todos e a todas as gerações
o desafio de olhar para dentro
vivemos tempos com muitos desafios
os imediatos e concretos, sociais económicos e ecológicos
mas existem dimensões mais subtis e invisíveis
e nesta realidade o cuidar das pessoas é o maior desafio
é a criação de ideias inovadoras com valores mais éticos e justos
com respeito à natureza e integração com o todo
caminho que começa dentro e com cada um de nós
pequenos passos, simples e práticos
melhoram o nosso dia a dia
individuo e colectivo
tudo pode começar com a forma e atenção do respirar
ligar ao movimento do corpo
e depois tudo acontece….
o desafio de transformar à nossa volta

02 janeiro, 2017

Meditações com conjunturas astrológicas favoráveis para Janeiro de 2017

Mote: “Por vezes as pessoas tropeçam na Verdade. Mas só os tolos e indiferentes é que se levantam imediatamente e continuam.”
Atenção: Cada um destes momentos benéficos, que são prendas disfarçadas de Deus, mergulham-nos duma forma espiritual em ressonâncias astrais secretas esotéricas. Através de constante e firme atenção, estes momentos inefáveis dão-nos a oportunidade de viver total e completamente o misterioso momento presente.

Gregorian Bivolaru

10 maio, 2016

Projeto SAFIRA
Consciência sobre alimentação e saúde.

http://blog.projetosafira.org/author/projetosafira/

28 dezembro, 2015

AMOR vrs APEGO

Na minha meditação pensei imenso à cerca do amor, dos relacionamentos amorosos, dos relacionamentos entre os pais e os filhos, nas amizades. Fiz uma introspecção e foi bom ver o quanto os meus relacionamentos haviam mudado para melhor. Perguntei-me o que tinha mudado para haver essa tão significante mudança, a resposta foi automática - liberdade. Muito facilmente dizemos que amamos, falamos do quanto somos loucos por alguém, mas raramente esse amor está livre de exigências, de apego, de ciúmes, de condicionalismos que tornam o ser humano "um prisioneiro" das suas relações. Em tempos fui uma prisioneira dessa ilusão, achava que amava e por isso prendia-me ao outro e queria que o outro se prendesse a mim. Só mais tarde percebi que quanto mais nos agarramos às coisas, mas elas fogem de nós. Só mais tarde percebi também que o sentimento de amor era bem diferente do sentimento que tinha na verdade- apego. Quando exigimos, quando iniciamos frases como "devias", "o certo era", "o amor não é isto", "a tua prioridade devia ser eu", devemos parar para nos ouvirmos a nós próprios.

Amor é liberdade, é paz, é conforto, é uma saudade sem ansiedade, é uma saudade sem medo. É apoiar a pessoa incondicionalmente, deixando-a ser livre para experiênciar as suas escolhas. Mesmo que essa escolha seja por vezes sem a nossa presença, mesmo que essa escolha nem sempre nos pareça a mais correcta, há que existir um distanciamento para compreender que uma coisa é o meu caminho, a minha vida, a forma como eu vejo as coisas, mas essa minha realidade não tem de ser imposta aos outros, pois cada um sente a vida muito à sua maneira. Quando impomos, cegamos naquilo que consideramos ser o lado da razão, mas a razão está em quem sente, está naquele que tem o direito a optar pelo lado esquerdo, sem que alguém o convença que pelo lado direito ele vai cair. E mesmo que caía, o lado direito tinha uma aprendizagem extraordinária que o preparou para o seu tão único caminho. Amar é perceber que não temos o direito de condicionar a vida de ninguém, sejam eles irmãos, pais, filhos, namorados, maridos, esposas. 

Amar.....amar é entregar, é saber que as asas presentes nas costas de cada um devem ser abertas, amar é não só deixar o outro voar, como ajudá-lo a planar , é incentivá-lo a explorar a sua essência, a cumprir os seus sonhos, a largar os seus medos, é deixá-lo SER e não "anulá-lo" a favor das minhas vontades ou receios de "perder", esses sentimentos vêm do apego. E quando realmente se ama, mas se ama mesmo, nós desapegamos, somos felizes porque aquela pessoa é feliz, ficamos tristes quando ela está triste e principalmente quando essa pessoa se impede de viver.

Descobri com os meus 17 anos qual era o sentimento que as pessoas tanto falavam, aquele sentimento que nos fazia disparar o coração e perder o foco. Mas antes de conseguir viver o amor, eu vivi o apego, vivi o medo de perder, a ansiedade de querer mais. Quando junto à mesma pessoa, percebi que amar era SER e deixar Ser descobri o amor e toda a magia que ele nos traz - companheirismo, magia, apoio incondicional, carinho, paz, pacificidade e acima de tudo a felicidade de quem ama e de quem não tem medo de se deixar amar.

Este texto é para te ajudar a diferenciar estas duas emoções, pois uma das emoções é produzida pela mente - apego, a outra emoção é produzida pela alma e a alma só quer amar. É uma partilha de um bocadinho de mim, para o teu eu inteiro.
Se nos livrarmos do apego, perdemos muito peso e tornamo-nos pessoas muito mais felizes.

Bom dia e boa dieta smile emoticon
Rute Caldeira
http://umadietaespiritual.blogspot.pt

17 julho, 2014

02 julho, 2014

SABER FAZER

O meu nome é Alice Bernardo e o Saber Fazer  é uma iniciativa dedicada à investigação e valorização das técnicas de produção artesanal e semi-industrial em Portugal. 
Depois de acompanhar as obras de restauro de um edifício histórico em Guimarães (2005-2006), trabalhei no registo dos trabalhos de estuque, pintura de fingidos e douramentos que foram executados por experientes artesãos locais. Com a falta de aprendizes na sua área e mesmo com a clara noção de que a teoria nunca substituirá a prática, tornou-se clara a necessidade de documentar com mais precisão o seu trabalho. O trabalho de registo que efectuei com estes profissionais foi posteriormente publicado em 2010, num capítulo deste livro e parte do seu trabalho tornou-se assim acessível ao público.
De 2010 em diante, sob a forma deste projecto, tenho vindo a realizar uma longa investigação e divulgação dedicada ao trabalho artesanal em Portugal e, especialmente, às pessoas que o executam.

Caso esteja à procura de contactos de artesãos e pequenas unidades de produção em Portugal com quem trabalhar, esse é um serviço que presto na Ofício, onde me especializei na pesquisa e identificação de produtores, bem como na gestão de processos de produção.
Para qualquer questão, por favor envie-me um email para alice[at]ooficio.com

http://www.saberfazer.org

23 junho, 2014


A Ervilha Cor de Rosa

 

rosa pomar.

fazer é poder.



Profissão: ______________

Hesito sempre antes de preencher o espaço em branco. Mãe blogger que tem uma loja e um interesse porovelhas difícil de explicar em geral não cabe nem serve, mas está próximo da realidade. Não sou artesã, não estudei para designer e não cheguei bem a ser historiadora nemilustradora, pelo menos nas formas mais convencionais.
Nos anos mais recentes a investigação e o trabalho de campo passaram a ocupar uma boa parte do meu tempo. Daí nasceram, entre outras coisas, o livro Malhas Portuguesas (Março de 2013), sobre a história e a prática tradicional do tricot em Portugal, e o projecto Lã em Tempo Real (desde 2011, com o Tiago Pereira), um documentário aberto e em fascículos sobre o ciclo artesanal da lã.

28 janeiro, 2014

Co
Ionia, where common sense comes alive
Ionia is a way of life where common sense comes alive.  The tools at Ionia are gathered energy, thought, food and simple activity.  The families of Ionia have come to see that we need to live in a place where we can do something about the things that mean most to us.  And we find that here.
On 160 acres of wild Alaskan land, the residents of Ionia have built ten beautiful log cabins, a large, log community center, outbuildings, ball field, and now have a straw-clay barn under construction. Organic gardens, greenhouses, and grain trials help to feed us throughout the year. We mill spruce logs to build our homes and furniture, and we grow and cut our firewood. Our population hovers around fifty, from newborns to elders. Without compromising access to the latest technologies, we live here with a minimum of disturbance to the land’s natural beauty and balance.
Over time, Ionia has become a model, setting an example of positive change in the world. Our community’s genuine homegrown spirit has a contagious optimism. The lush gardens and log beams, simple activity, grounded ideas and bright starlit Alaskan nights have a deeply rejuvenating and inspiring effect. Visitors report leaving Ionia feeling refreshed and hopeful. Ionia is more than an answer to problems…. It is a safe place to explore your own thoughts with others, to share good meals and shed light on what is important to you in your life.



Um projeto deste género era algo que gostaria de realizar.  Um espaço de encontro/ aldeia terapêutica, familiar e saudável onde se poderia contatar com a "nossa" natureza e aprender a relacionar com ela. Um espaço para permitir que a energia de cada um pudesse fluir com naturalidade e liberdade. Heide-te inscrever!