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27 abril, 2016

A IMPORTÂNCIA DA ROTINA E DO SONO PARA UMA CRIANÇA
06 de May, 2015 - Dr. Antônio Carlos de Souza Aranha
bebe-dormir-barriga-para-cimaA saúde e o equilíbrio de um indivíduo estão intimamente ligados ao seu ritmo. Na criança mais ainda, afinal ela está aprendendo a entender o mundo e quem estabelece este ritmo, na infância, são os pais ou cuidadores.
Nos primeiros 7 anos de vida, a criança se desenvolve muito. Na parte física, por exemplo, ela ganha muito peso e cresce bastante. Sabemos que durante o sono a criança se desenvolve ainda mais, então é essencial que ela durma bastante, de preferência durante a noite.
Hoje em dia, há uma grande dificuldade em alcançar uma rotina natural do DIA e da NOITE como antigamente. As horas de sono, por exemplo, têm diminuído bastante segundo diversos estudos, principalmente depois da chegada da luz elétrica. Agora, com a incidência dos tablets, celulares, televisão etc., nem nem se fala. Toda esta tecnologia de luz tem roubado muita vitalidade, principalmente das crianças, que precisam de muitas horas de sono e também de rotina na alimentação.
IMG_0527No caso dos bebês, para um bom funcionamento natural do organismo, eles se alimentam, digerem, repousam, para depois se alimentarem novamente. Se esta rotina não é bem feita e orientada pelos pais, o processo digestivo se sobrecarrega, gerando um mal-estar e cólicas no bebê, que por sua vez não consegue adormecer, criando o chamado efeito dominó.
Não é à toa que um bebê bem NUTRIDO é um bebê que tem sua hora de comer e de dormir respeitadas, afinal uma criança com sono e cansada não terá o mesmo prazer em se alimentar. Da mesma forma, uma criança com fome –ou com uma digestão difícil por estar sobrecarregada– não conseguirá relaxar para um sono tranquilo. Estes fatores devem ser considerados em todas as idades, não só para os bebês.
A criança precisa deste ritmo não só para suas necessidades orgânicas, mas também para suas necessidades emocionais. Se a criança reconhece que a vida tem um ritmo, que o sol se levanta e se põe, que existem as estações de ano, que ela faz aniversário todo ano na mesma época, ela terá uma segurança emocional que vem através da previsibilidade.
Ou seja se ela sabe que as coisas acontecem e que ela não tem que gritar, se estressar para conseguir algo, todo seu entorno caminhará em mais harmonia, inclusive sua alimentação.

15 janeiro, 2014

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?






 Essa foi a pergunta feita por uma mãe, num  fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se o seu filho saberia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffington Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e apelido, saber contar até 100, Alicia Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que todos os pais e mães considerem o que uma criança deve saber.
E estes são alguns exemplos:

  •      Deve saber que a amam, incondicionalmente e em todos os momentos.
  •   Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos com outras pessoas e em diferentes situações.
  •      Deve saber os seus direitos e que a sua família sempre a apoiará.
  •     Deve saber rir, fazer caretas, brincar aos polícias e ladrões, aos bons e maus e utilizar a sua imaginação.
  •      Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  •      Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  •      Deve saber que é fantástica, inteligente e criativa.
  •     Deve saber que passar o dia ao ar livre a fazer  colares de flores, bolos de areia e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Na verdade, é muito mais importante.

E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:

  •      Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  •      Que o factor de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches da moda, nem jogos e computadores, apenas necessita que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  •      Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir aos nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos a proporcionar  são vidas com múltiplas actividades e cheias de tensão como as nossas.
  •       Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  •      Que as nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia desfazer-se de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  •     Que os nossos filhos necessitam mais de nós. Vivemos numa  época em que as revistas para pais recomendam que temos de dedicar apenas 10 minutos diários a cada filho e reservar um sábado por mês dedicado à família.

·    Os nossos filhos necessitam dos computadores e  das actividades extra-curriculares , muito menos do que precisam de nós? 

  •      Necessitam de pais que se sentem para ouvir o relato do que fizeram durante o dia, de  pais que se sentem e que façam trabalhos manuais com eles.
  •     Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora.
  •      Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que demoremos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho.
  •   Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.


Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?

Muito menos do que pensamos e muito mais!
Para ver o artigo completo do Huffington Post (versão castelhana) cliquem aqui.

14 janeiro, 2014

Pedagogia

A educação de uma criança requer inteligente observação e zelo. Os especialistas com toda a sua ciência, não podem substituir o amor dos pais, mas a grande maioria destes corrompe esse amor com os seus próprios medos e ambições, que condicionam e deformam a visão da criança. Assim, bem poucos de nós se importam com o amor, contentando-se com a aparência de amor. 




Uma mãe pode sentir-se responsável pelo filho, sentir que ele faz parte do seu sangue e da sua carne, e consagrar portanto todo o cuidado e atenção a essa criança durante alguns anos. Este instinto maternal será responsabilidade? Talvez esta ligação especial aos filhos tenha sido herdada do primeiro animal. Existe na natureza, desde o mais frágil passarinho ao elefante majestoso. Perguntamos então - será este instinto responsabilidade? Se o fosse, os pais sentir-se-iam responsáveis por uma educação correcta e por um tipo de sociedade totalmente diferente. Fariam o possível para que não houvesse guerras, e para que neles próprios florescesse a bondade. 
Somos responsáveis por toda a humanidade - que é cada um de vós e cada aluno. Tendes de começar por aí e abranger a terra inteira. Podeis ir muito longe, se partis de muito perto. (...)A natureza não é imaginária: é real, como é real o que vos está a acontecer. É pelo real que tendes de começar - pelo que está a acontecer agora - e o agora é sem tempo.

J. Krishnamurti, in Cartas às Escolas



Jiddu Krishnamurti foi um filósofo, escritor e conferencista internacional. Nasceu em 1985 na Índia.

Jiddu Krishnamurti era livre de que qualquer influência condicionante dos diferentes sistemas de filosofia, religiosidade dogmática, ideologia politica, especulação intelectual e diferenças culturais. Quando o homem fica consciente dos seus próprios pensamentos ele vê a divisão entre o pensador e o pensamento.

O objectivo de Krishnamurti era libertar a humanidade. Ele afirmava que o individuo se torna livre por ficar consciente do seu próprio condicionamento psicológico, e que o seu despertar irá possibilitar o amor ao próximo.

http://www.jkrishnamurti.org