A
paixão amordaça a língua,
numa reserva de sentidos
que se exteriorizam nos
silêncios
que me dás, e que eu te retribuo.
A timidez,
permite que nos possamos
conhecer
aos poucos, e aos poucos
nos possamos dar por inteiro.
Nada peço, nem
quero,
pois pouco tenho para te dar.
Tenho pouco
para o muito que albergas,
mas
a cada instante da minha presença
dar-te-ei esse pouco de mim.
Aos poucos te
poderei dar muito,
e a cada pouco poderemos em nós ter tudo.
"É muito.
É de mais.
Demasiado tudo e demasiado nada.
Demasiado bonito para ser real.
Demasiado intenso para ser possível.
Demasiado próximo para ser sereno.
Demasiado proibido para poder ser meu...
Demasiado proibido para poder ser teu."
Não sei se é demasiado ou proibido o que nasce sem ser semeado, e que cresce sem necessitar de água.

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