19 janeiro, 2014

Este nada que te dou

A paixão amordaça a língua, 
numa reserva de sentidos 
que se exteriorizam nos silêncios 
que me dás, e que eu te retribuo. 

A timidez, 
permite que nos possamos conhecer 
aos poucos, e aos poucos 
nos possamos dar por inteiro. 

Nada peço, nem quero, 
pois pouco tenho para te dar. 

Tenho pouco 
para o muito que albergas, 
mas a cada instante da minha presença 
dar-te-ei esse pouco de mim. 

Aos poucos te poderei dar muito, 
e a cada pouco poderemos em nós ter tudo. 





"É muito. 
É de mais. 
Demasiado tudo e demasiado nada. 
Demasiado bonito para ser real. 
Demasiado intenso para ser possível. 
Demasiado próximo para ser sereno. 
Demasiado proibido para poder ser meu... 
Demasiado proibido para poder ser teu."

Não sei se é demasiado ou proibido o que nasce sem ser semeado, e que cresce sem necessitar de água. 

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