15 janeiro, 2014

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?






 Essa foi a pergunta feita por uma mãe, num  fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se o seu filho saberia o suficiente para a sua idade.
Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffington Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.
Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e apelido, saber contar até 100, Alicia Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que todos os pais e mães considerem o que uma criança deve saber.
E estes são alguns exemplos:

  •      Deve saber que a amam, incondicionalmente e em todos os momentos.
  •   Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos com outras pessoas e em diferentes situações.
  •      Deve saber os seus direitos e que a sua família sempre a apoiará.
  •     Deve saber rir, fazer caretas, brincar aos polícias e ladrões, aos bons e maus e utilizar a sua imaginação.
  •      Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
  •      Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
  •      Deve saber que é fantástica, inteligente e criativa.
  •     Deve saber que passar o dia ao ar livre a fazer  colares de flores, bolos de areia e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Na verdade, é muito mais importante.

E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:

  •      Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
  •      Que o factor de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches da moda, nem jogos e computadores, apenas necessita que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
  •      Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir aos nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos a proporcionar  são vidas com múltiplas actividades e cheias de tensão como as nossas.
  •       Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
  •      Que as nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia desfazer-se de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
  •     Que os nossos filhos necessitam mais de nós. Vivemos numa  época em que as revistas para pais recomendam que temos de dedicar apenas 10 minutos diários a cada filho e reservar um sábado por mês dedicado à família.

·    Os nossos filhos necessitam dos computadores e  das actividades extra-curriculares , muito menos do que precisam de nós? 

  •      Necessitam de pais que se sentem para ouvir o relato do que fizeram durante o dia, de  pais que se sentem e que façam trabalhos manuais com eles.
  •     Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora.
  •      Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que demoremos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho.
  •   Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.


Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?

Muito menos do que pensamos e muito mais!
Para ver o artigo completo do Huffington Post (versão castelhana) cliquem aqui.

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