As
palavras não saem porque está para além das palavras o (des)interesse que sinto
por ti. E dos olhos, porque é pouco o meu alcance perante o teu sorriso.
Meramente quero ser e não esconder isso. O meu (des)interesse por ti já não é
de hoje, mas não te sei explicar porquê. Por nada, talvez, no tempo e no
espaço. Um tempo sem tempo, sem quando e onde. Um espaço aqui, agora no
infinito do teu abraço. Não sei quem és, mas pouco importa se me conheço em ti.
Não penso, nem digo. Sou! Dou-me desinteressadamente, e o que vier, recebo-o de
braços abertos sem ter mais o que pedir. O sorriso que me dás, não te o peço não.
O amor que te tenho dou-o-to do meu coração e da minha alma.
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