24 fevereiro, 2014



PERSONAGEM: Gertrudes Rica Peça
Pudesse eu dizer-te amiúde quem sou nos meus juízos de liberdade, para que tu te libertasses nos meus e nos teus (pre)conceitos. Fundamentos à minha imagem de raiz tradicional, embalados em valsas mandadas, jeitos da terra, encadeados por danças de roda e jogos de criança. Aqui vai, aqui fico eu! Um ser pequeno que se constrói, não pertence a ninguém, parte de dentro para fora e da descoberta do dia a dia. Posso isto e aquilo, não posso por isto e sem razão. A liberdade começa no sentir, pensar, dizer e fazer o mesmo. Pouco mais que isso, e um sorriso mais. Um simples aceitar de cada uma cor do arco íris. A pequena inocência nuns pés de cigarra cantante, dentro de cada ser individual, numa perspectiva colectiva de que o mundo é à nossa imagem e semelhança. Sou um ar de vestido de céu, e tenho em mim toda a sobreposição de cores do universo. Sorri, o entrudo permite que sejas. Por isso sê feliz em liberdade.

Autor: Anacleto Teixeira (filho)

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