04 março, 2014


Não sei quantas vidas já tive, ou irei ter, mas a que tenho guardarei para te amar, correndo o risco de estar a querer repetir tudo o que lá para trás deixei. Se nunca te amei antes noutra vida, é porque levei todas essas vidas para te encontrar e merecer. Se por ventura te amei e não dou conta, ao querer faze-lo é por sentir que vale a pena tudo de novo. Sempre que tiver uma nova vida será para te amar. E a cada amar uma nova vida. Talvez escreva do que não saiba, ou do que não vivo, mas escrevo pelo que sinto. Um sentir in consciente, interior, com uma energia calma e serena. Se nesta vida ainda não for o momento, estou certo que nos voltaremos a encontrar. Não te sei dizer nada mais que isto, porque não cabe nas palavras. Somos para além da carne que carregamos e do tempo. Poderei não te ter em todos os corpos onde habito, mas estás em mim em cada espírito.

a.tereso
(meandros do mês de fevereiro)

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