Não sei quantas vidas já tive, ou irei ter, mas a que tenho
guardarei para te amar, correndo o risco de estar a querer repetir tudo o que
lá para trás deixei. Se nunca te amei antes noutra vida, é porque levei todas
essas vidas para te encontrar e merecer. Se por ventura te amei e não dou
conta, ao querer faze-lo é por sentir que vale a pena tudo de novo. Sempre que
tiver uma nova vida será para te amar. E a cada amar uma nova vida. Talvez
escreva do que não saiba, ou do que não vivo, mas escrevo pelo que sinto. Um
sentir in consciente, interior, com
uma energia calma e serena. Se nesta vida ainda não for o momento, estou certo
que nos voltaremos a encontrar. Não te sei dizer nada mais que isto, porque não
cabe nas palavras. Somos para além da carne que
carregamos e do tempo. Poderei não te ter em todos os corpos onde habito, mas
estás em mim em cada espírito.
a.tereso
(meandros do mês de fevereiro)
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