12 junho, 2014




Fases da nossa LUA

A bolacha está quase cheia, e sente-se a vibração energética em seu redor. 
Ontem sai por ai e deixei-me levar, sem luz nem medo, nem nada que se possa levar de noite quando se sai às escuras, por onde não se conhece. Ouvi lá longe o uivar da Natureza, e o grunhido de cervos que se subjugam ao prazer e à dor da noite. Senti o aroma da carqueja, sob o leve vento que se sentia e fora a sua flor que me iluminara o caminho. Era noite, tarde talvez para quem trabalha cedo, mas a lua enfeitiçava e convidava a ir ao seu encontro. 
Fragas acima, pedra sobre pedra, e lá fui eu ter com ela. Não me cansei de subir, nem canso sempre que o tenho que fazer. Há coisas que só lá em cima se conseguem ver, e só lá de cima se valoriza o que se vê cá de baixo. Talvez a lua seja um pretexto para todos os meses nos deixarmos ir. Ir sem destino, sem eira nem beira. Simplesmente ir! 
A lua já está perto! Continuo. Já cansado chego a um castelo, e a lua continua longe mesmo parecendo que estava ali tão perto. Por momentos fico a observa-la. Continuam os ruídos da noite e a sua imensidão. Semicerro os olhos e deixo-me ir... Aparece uma moura e adormeço! 
Já é de manhã e tudo não passou de um sonho. Só a lua se mantém todas as noites, e hoje é lua cheia! Pode ser que venha outra noite de Lua Cheia, e com ela a moura...

a.tereso
Noite de lua "quase" cheia, e noite de Santo António, 23h, Castelo de Castro Laboreiro


"O essencial é invisível para os olhos..." O pequeno Príncipe



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