22 junho, 2014


Quando te vi amei-te já muito antes.

Tornei a achar-te quando te encontrei.

Nasci pra ti antes de haver o mundo. 

Não há coisa feliz ou hora alegre 

Que eu tenha tido pela vida fora, 

Que o não fosse porque te previa, 

Porque dormias nela tu futuro. 


Fernando Pessoa




Pessoa sem nome, duma grandeza singular, do mundo que abriga em cada palavra escrita. Intemporal, poeta do indizível, albergue sensorial, ... Várias moradas numa só, um abrigo! Um sorriso interior, tímido num olhar de uma criança. ***



Em ti Lisboa,
percorro o elétrico dos sentidos,
perante uma peça contemporânea no São Luís,
e habito na casa de Pessoa
que me serve de abrigo,
ao que sou e ao que sinto.

É bom estar em ti,
Lisboa profunda,
Lisboa sentimental.

a.tereso
20-10-2013 

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