17 junho, 2014




Convido-te a habitar no Amor. Deixa de me vires visitar só pela noite. Quero-te no meu despertar, no meu dia a dia. Pega nas tuas coisas, resolve o teu passado e vem sem medo. Vem em ti e junta os teus fragmentos de medo com os meus. Misturamo-los e fazemos um só coração, com um único bater. Não ligues à desarrumação e ao recheio. São muitos anos de porta aberta à espera que chegues. Apesar de arrumar todas as semanas a casa é como se ela estivesse sempre por arrumar. Tens espaço para as tuas coisas e partilho tudo de mim contigo. O sótão ficará para nos amarmos a ver as estrelas ou a ouvir chover. Quero-te comigo em todas as estações. A minha casa é pequena, mas fica do tamanho dos nossos sonhos. A chave já tu a tens, quando entrares manda-a pela janela. 

a.tereso
(junho de 2013)
Algo que escrevi com pureza e sentimento, fez nestes dias um ano. E por incrível que pareça o que me fez despontar estas palavras, voltou a surgir sem que o tempo e o sentimento o fizessem prever. Algo simples e livre que nos permite ser, seres reais e sentimentais em sintonia com a imensidão do mar. Sinto-me pequeno perante o inatismo dos sentidos... 

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