17 junho, 2014


VERTIGEM
Quando sob o meu
está o teu corpo
e eu nado dentro
do desejo e enlaço

os teus ombros as ancas
e o dorso
enquanto o espasmo se faz
num outro abraço

Desprendo a boca
depois
no grito solto
 
Mordo-te os pulsos
ambos
no orgasmo

Volto ao de cima
da água
do meu gosto

Bebo-te a vertigem
e em seguida o hálito


in «366 Poemas que falam de amor», por Vasco Graça Moura,
Ver Ref.s em Livros de Apoio

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