09 julho, 2014


Gostava deste fim de semana te convidar para ir tomar um café. Nada mais que trocar uns beijos e uns olhares. Sou sincero. O café é um pretexto. Nem sequer necessitamos de entrar. Pudemos ficar por um qualquer jardim. Quero mesmo é sentir-te mais perto. Poder tocar-te, acariciar-te. Sem dizer uma palavra sequer para não complicar o que é simples. Não fazer promessas, não criar ilusões, não emaranhar. Ser simples. Fazer como os jovens de hoje. Primeiro fazer e se der tempo depois pensa-se no que se faz. O meu problema é pensar demais. Querer imaginar o que vem a seguir. Dai este meu convite. Uns beijos primeiro, troca de essências e não pensar no que possa vir depois. E ficar por ai. Não preciso de mais. Assim temos pretexto para outro café. Para voltar a repetir e ir acrescentando qualquer coisa. Por exemplo uns sorrisos. Dar-nos aos poucos, para saborearmo-nos a cada momento. Sem pressa, sem ansias, sem medos. Uma descoberta na plenitude do tempo. A paixão é isto e talvez mais. Deixar-nos ir. Viver o momento e senti-lo de todas as maneiras, como se esses instantes fossem os mais importantes das nossas vidas. E são, independente do que venha a seguir. A felicidade é o agora. Aha. Lembrei-me não tomo café, pode ser um chá?

a.tereso

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