As cartas de amor já não são ridículas. Porque já não há quem escreva
cartas de amor. Muito mais quem as leia. Já nem sei se existe tempo para o
amor, quanto mais para cartas. Se as escrevo é por pensar que é contemporâneo
escrever cartas de amor. E não porque seja ridículo. Mas gosto de as escrever.
Gosto de ter tempo para quem as escrevo. Jogar com as palavras. Libertar os
sentimentos. Deixá-los ir! Sentir agitação quando elas partem. E sentir
sentimento quando elas chegam. Tudo isto é muito ridículo. Eu sei! As cartas de
amor são ridículas, mas escrever por amor é contemporâneo.
a.tereso
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