26 janeiro, 2015


Para quê voltar a ter voz, se com ela vivo no silêncio...

Sentido sem objetividade e razão, perpetuado pelo ímpio do que te envolve e seduz. Não és tu, nem o tempo que te demora. A irracionalidade aproxima-te e torna-te real, perante o invólucro da noite. Foges a cada shot de tequila para os meus braços. Ai ficas sem que eu queira, pela metade. Ao acordares já cá não estás, e para que te quero? Instantes em fuga, numa memória precária de ilusões que a noite provoca na irrealidade do sonho. Para quê voltar a ter voz, se com ela vivo no silencio de te ter por perto e não te poder dizer o que sou. Para quê, se só te tenho quando tu não está! Sinto mais que palavras. E perante tudo isto, bebo para esquecer. A embriaguez multiplica-se na infidelidade do medo. Resta-me silêncios e palavras vãs... Porque medo eu não tenho!
a.tereso

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