20 dezembro, 2015

Histórias a dois


Em cada vida que eu me cruzei,
Com cada olhar em quem eu me perdi,
Dualidades e emaranhados sentidos,
Na subtileza de quem eu sou e habitei!

Na verdade e em cada beijo transitado,
mulheres do meu corpo insaciado,
numa alma cansada, perdida mas sadia,
fui mais eu. Fui eu! Pela metade.

Amnésia poética, instantes de intimidade
de verosimilhanças profundas, inalcançáveis
abismo de um orgasmo múltiplo, controlado
em que fomos dois, num só! Os dois.

Medo! De ai ficar e nada mais descobrir
Por viver no sonho, e fora dele
a pura realidade é a que se vive
E sair dela é viver no inalcançável...

a.tereso

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