11 outubro, 2016

Olho-te nos olhos, na pequena boca vermelha e estalo à pressão das palavras que nada dizem e te quero dizer de novo e te não digo e tu ouves sem eu dizer. Meu Deus. Como se é feliz na felicidade imaginada de quando se imagina que se foi. E todavia, o imaginário, que é onde a felicidade está, estava ainda em ti antes de se reabsorver na totalidade do teu corpo, vibrava ainda à tua volta e era à sua vibração como de uma febre que eu ainda estremecia.

Vergílio Ferreira, para sempre

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