05 outubro, 2016

Se não investigarmos o significado da vida, a capacidade e o talento dará ênfase e importância ao «eu» e aos seus apegos. E isso tem tendência a tornar o indivíduo egocêntrico e separatista; ele sentir-se-á como uma entidade separada do resto, um ser superior, o que gera muitos malefícios, lutas e sofrimentos constantes. O «eu» é um feixe formado de muitas entidades, todas opostas umas às outras. É um campo de batalha onde se digladiam desejos conflituosos, um centro de constantes lutas entre o «meu» e o «não-meu»; e enquanto dermos importância ao «eu», ao «meu», haverá conflitos sem fim dentro de nós e no mundo.

J. Krishnamurti - A Educação e o Significado da Vida

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