23 março, 2017

Edinburgh,
paragem refrescante!


Andes de embarcar no meu próximo destino, passei por Edinburgh por ter referências de uma amiga que iria gostar. E assim foi. Gostei da cidade, da sua orgânica e da sua envolvência. É uma cidade pequena, mas bonita e com um centro histórico bem preservado (apesar dos filmes e crostas negras). Tem no horizonte um grande relevo e o mar.
Deu para perceber diferentes contextos e história desta cidade comparativamente a Glasgow. Edinburgh é uma cidade com mais história, também mais envelhecida e com uma classe predominante mais alta. Glasgow também tem uma estrutura antiga, mas já mais ténue e sobressaindo a dinâmica que os novos edifícios lhe dão. Glasgow é mais industrial e isso denota-se nos atuais tecidos urbanos.


Em Edinburgh, como noutros sítios por onde passo, tento conhecer museus, jardins, um pouco da história e as dinâmicas no tempo, em redor da religião, arquitectura e arte. É importante para mim perceber a identidade, os hábitos, a forma como vivem e interagem com o mundo. Global e onde se inserem.
Em Edinburgh fui a uma noite de danças tradicionais, as Ceilidh e diverti-me como já não o fazia à muito. Senti-me em casa, apesar de ir sozinho e não conhecer ninguém. Como sempre, ser homem num meio mais frequentado por mulheres, trás vantagem. Ter já um pouco a noção dos ritmos e da coisa, também ajuda na compreensão dos passos e no seguir em frente sem a vergonha inicial. Fiquei apaixonado pelas danças, ambiente e envolvimento comunitário que estas tem. São sempre em roda, dando-lhe algum misticismos. E claro está, depois de três semanas quase sem ver uma mulher, parecia um adolescente de peito cheio a querer brilhar.
https://www.youtube.com/watch?v=Jfq6b2CAr5I&feature=em-upload_owner



Nos três dias fiquei em casa da Rita, que não conhecia, mas que me abriu as portas por intermédio da minha querida amiga Simões. Estar fora do país, permite conhecer pessoas e sobretudo criar um elo logo de inicio pela proximidade identitária. Por momentos voltasse a falar no país, sobre assuntos do país e isso torna-nos mais emigrantes, mas ao mesmo tempo mais próximos de casa.
Foram dias bem passados, com grandes caminhadas e pensamentos que nem sempre me faziam estar onde estava. Isso é frequente, mas atenuasse sempre que voltamos a chegar a um sítio que nos faz sentir em casa.

Próximo destino, LISMORE.
a.tereso

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