Edinburgh,
paragem
refrescante!
Andes
de embarcar no meu próximo destino, passei por Edinburgh por ter
referências de uma amiga que iria gostar. E assim foi. Gostei da
cidade, da sua orgânica e da sua envolvência. É uma cidade
pequena, mas bonita e com um centro histórico bem preservado (apesar dos filmes e crostas negras). Tem no
horizonte um grande relevo e o mar.
Deu
para perceber diferentes contextos e história desta cidade
comparativamente a Glasgow. Edinburgh é uma cidade com mais
história, também mais envelhecida e com uma classe predominante
mais alta. Glasgow também tem uma estrutura antiga, mas já mais
ténue e sobressaindo a dinâmica que os novos edifícios lhe dão.
Glasgow é mais industrial e isso denota-se nos atuais tecidos
urbanos.
Em
Edinburgh, como noutros sítios por onde passo, tento conhecer
museus, jardins, um pouco da história e as dinâmicas no tempo, em
redor da religião, arquitectura e arte. É importante para mim
perceber a identidade, os hábitos, a forma como vivem e interagem
com o mundo. Global e onde se inserem.
Em
Edinburgh fui a uma noite de danças tradicionais,
as Ceilidh
e diverti-me como já não o fazia à muito. Senti-me em casa, apesar
de ir sozinho e não conhecer ninguém. Como sempre, ser homem num
meio mais frequentado por mulheres, trás vantagem. Ter já um pouco
a noção dos ritmos e da coisa, também ajuda na compreensão dos
passos e no seguir em frente sem a vergonha inicial. Fiquei apaixonado
pelas danças, ambiente e envolvimento comunitário que estas tem. São sempre em roda, dando-lhe algum misticismos. E claro está, depois de três semanas quase sem
ver uma mulher, parecia um adolescente de peito cheio a querer
brilhar.
https://www.youtube.com/watch?v=Jfq6b2CAr5I&feature=em-upload_owner
Nos três dias fiquei em casa da Rita, que não conhecia, mas que me
abriu as portas por intermédio da minha querida amiga Simões. Estar
fora do país, permite conhecer pessoas e sobretudo criar um elo logo
de inicio pela proximidade identitária. Por momentos voltasse a falar no país,
sobre assuntos do país e isso torna-nos mais emigrantes, mas ao mesmo tempo mais próximos de casa.
Foram
dias bem passados, com grandes caminhadas e pensamentos que nem
sempre me faziam estar onde estava. Isso é frequente, mas atenuasse
sempre que voltamos a chegar a um sítio que nos faz sentir em casa.
Próximo
destino, LISMORE.
a.tereso


Sem comentários:
Enviar um comentário