25 março, 2017

Lismore, 
a ilha dos sonhos


Faz hoje precisamente 3 semanas que desembarquei em Lismore. Pequena ilha, dentro da ilha que pertence à Escócia. Pelo caminho tive que fazer as montanhas e tive a sorte de ter nevado nos dias anteriores. Foi uma viagem mágica onde praticamente só se via montanha, paisagem e uma pequena estrada que nunca se sabia se ia continuar. Para isso também ajudou o nevoeiro.
Este projeto surgiu do nada, após conversa com o Jeremy (na KRISHNA ECO FARM) por casualidade, pois ele foi lá um único dia e nesse dia fomos ajuda-lo a limpar um terreno que ele lá tinha perto. No final falei-lhe dos meios interesses e intuitos e ele passou-me o contacto do Yorick seu amigo.
Contactei o Yorick e Sarah, disse-lhes que tinha muito interesse em conhecer o seu projeto e ajuda-los na construção da sua eco casa e eles lá me aceitaram.
Após aquela viagem mística, chegar e ver um pequeno barco de transporte e uma pequena ilha rodeada de montanhas brancas permitiu respirar fundo e sentir que este seria um bom encontro.


E assim tem sido. Lismore é pequeninha mas acolhedora e em cada recorte temos sempre ovelhas a dar-nos as boas vindas. Apesar do vento que por vezes se faz sentir, tem um céu magnífico e um enquadramento paisagístico muito bonito.
Relativamente ao projeto, pela primeira vez estou num projeto que me identifico, com uma alimentação mais cuidada e equilibrada, apesar de se fazerem sentir os verdes. Mas toda esta permanência, tem-me feito pensar na dureza dos anteriores anciões destes lugares, sujeitos à dança do tempo, da chuva e do frio, com a dureza que isso trás para as culturas de subsistência.
Os primeiros dias são sempre de observação e conhecimento, mas até nisso aqui foi mais fácil. O Yorick e a Sarah desde cedo ajudaram com o inglês, com a musica, com a simpatia que os caracteriza e isso tem ajudado.
Apesar de uma dor no joelho, que se iniciou em Edinburgh e que só agora começa a atenuar, tenho dado bonitos passeios e desfrutado da ilha. Tive a sorte num destes fins de semana ter havido uma festa comunitária com Ceilidh, tendo sido muito elogiado pelos dotes de dançarino pelas locais.


Relativamente à casa, nos primeiros dias construí uma parede em alvenaria de pedra e cimento. Fez-me confusão na altura a utilização do cimento, mas é o que mais perto por aqui há, tornando-se o mais económico e a sua utilização foi mínima. Após esta primeira tarefa e algumas conversações sobre eco construção, convenci que seria uma boa ajuda nas paredes em fardos de palha, sobretudo por grande conhecimentos de revestimentos tradicionais em cal.
E é aqui que fico para já e deixo para um próximo post mais histórias. Ainda não tenho data para ir, mas acredito que nos próximos dias tome essa decisão. Pretendo só concluir alguns objetivos no trabalho que iniciei para seguir caminho para a próxima aventura...


a.tereso

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