17 junho, 2017

PRESENÇA

Por mais que seja, queira ou viva, estou aqui, onde estou, mesmo que além e noutra parte.
Cheguei, ainda que saiba que não foi por inteiro e que o corpo está parcialmente desintegrado da alma.
A alma demora sempre um pouco mais a chegar. Não por teimosia, mas pelo vagar no tempo. O corpo esse é sempre mais apressado, mas a fracção no tempo não é muita. Eles, apesar de alguma dificuldade de comunicação, acabam por concordar e viver um para o outro. 
Uma viagem nunca acaba ao chegar, uma pessoa nunca é o que parece e a vida é mais simples do que se conta!
Estou aqui, mas este Agora prolonga-se por alguns instantes e não sei para onde me levam. E o que importa a uma alma navegante, irrequieta e nos limites que o sonho lhe dá? Saber onde está! O silêncio. O limite é a consciência, a vivência na plenitude e simplicidade da vida. O limite é entregar-me à Natureza e ao silêncio que esta me dá, para que esse amor se dê a cada permanência!
O maior presente, é ser-se PRESENTE!


a.tereso

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