No presente
Talvez deixe de ser eu,
quando mergulho no trabalho.
Pura realidade mecânica e irreal,
Mundo perfeito o dos sentidos
Que se vai a cada perturbação.
Intangível regresso ao sensorial,
Numa bipolaridade crescente
na permanência física dos desejos
Do corpo sobre a alma.
Sou carne para canhão,
numa repetição animal em série
numa individualidade que se perde,
para ganhar o pão e perder a alma...
Pequenos frames de luz, e sempre
Que eu respiro, saio em fuga
Uma bomba de oxigénio,
que me permite ser e estar
NO PRESENTE!
a.tereso
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