20 novembro, 2015

No presente

Talvez deixe de ser eu,
quando mergulho no trabalho.
Pura realidade mecânica e irreal,
Mundo perfeito o dos sentidos
Que se vai a cada perturbação.

Intangível regresso ao sensorial,
Numa bipolaridade crescente
na permanência física dos desejos
Do corpo sobre a alma.

Sou carne para canhão,
numa repetição animal em série
numa individualidade que se perde,
para ganhar o pão e perder a alma...

Pequenos frames de luz, e sempre
Que eu respiro, saio em fuga
Uma bomba de oxigénio,
que me permite ser e estar
NO PRESENTE!

a.tereso

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