26 janeiro, 2016

A lucidez de não saber o que é pecar

A timidez do pecado,
a cada gesto te descobrem,
no olhar, em cada palavra,
num simples bebericar de sentidos,
horizonte de paisagem pastoril
lunar, e fluvial
onde as serpentes de água
se envolvem no toque
e na veleidade do mergulhar
no puro íntimo do desejo carnal...

Mergulha-se no pecado,
De olhos abertos, convictos
Tateando cada instante,
Como se do primeiro
E talvez do ultimo se tratasse,
no desejo e procura
dos corpos, das mãos
E em cada pausa, os
Lábios que se colam,
As línguas que se enredam...

Tenho-te no pecado,
Sem te ter verdadeiramente
Num subterfúgio afetivo e
Racional, vivência esdrúxula
De te querer sem tempo,
E de não te poder ter,
instante do subconsciente irracional
das percas palavras
dos sentidos múltiplos
que se inscrevem...


a.tereso
(Penacova agosto de 2015)

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