(...) Em tanto lugar eu poderia lembrar-te.
Mas volto sempre ao começo da irradiação de ti. Há assim um pacto obscuro entre
tudo o que foste até à morte e a eternidade da tua juventude. Porque é lá que
tu moras, no incorruptível, no intocáv...el do teu ser, na perfeição que um
deus achou enfim perfeita quando te entregou à vida para existires por ti. Mas
como seres jovem e eu conhecer-te, fora da cidade do Sol? da colina desdobrada
à sua luz? do espaço de um acorde de guitarra a toda a volta no ar? É bom poder
dizer-te quanto te lembro aí.
Vergílio Ferreira in Cartas a Sandra
Sem comentários:
Enviar um comentário